Brian Mulligan

Fisioterapeuta formado na Nova Zelândia em 1954, engajado no interesse em terapia manual por Stanley Paris, ainda na década de 60

Sobre Brian Mulligan

Mulligan Conference Porto 2011
Mulligan Conference Porto 2011

Fisioterapeuta formado na Nova Zelândia em 1954

Em 2008, foi homenageado pela World Confederation of Physical Therapy (WCPT) por sua inestimável contribuição a Fisioterapia. Manual Therapy - NAGS, SNAGS, MWM, etc, livro de sua autoria, publicado em 1999, está entre os mais vendidos dentro da terapia manual. O livro, em sua 10ª edição, está disponível em português, chinês, grego, espanhol, polonês, coreano, japonês e inglês. Mais de 100 artigos científicos sobre as suas técnicas foram publicados em revistas internacionais.
Na história da Terapia Manual visões revolucionárias, capazes de mudar nossa prática clínica, surgem de tempos em tempos.

Muitos foram os indivíduos responsáveis por estas mudanças que causaram um impacto na nossa forma de ver e tratar os pacientes.

Dotados de um cérebro capaz de pensar fora do contexto e com “insights” originais, pessoas como Maitland ,Kaltenborn, McKenzie, Stanley Paris, Bob Elvey e Brian Mulligan desenvolveram enfoques terapêuticos, que ajudam muitos pacientes e terapeutas na solução de seus problemas musculo esqueléticos.

Quase sem exceção, esses terapeutas “fora de série” vieram ao mundo dotados de uma modéstia extrema e uma vontade contínua de dividir suas idéias técnicas e experiências com outros terapeutas.

Brian Mulligan com seu conceito ímpar de mobilização com movimento(MWM) é uma das figuras que foi capaz de impactar favoravelmente, a prática da Terapia Manual nestas últimas décadas pelo mundo afora.

Apesar de ter começado a trabalhar num hospital público, rapidamente o abandonou para dedicar-se a prática privada. Na ocasião, abriu um consultório com Robin McKenzie e ambos já tinham um pensamento a frente do tempo, pois eram só 05 clínicas privadas de fisioterapia em Wellington.

Paralelamente, sua mente inquieta o levava a outras atividades científicas e educacionais desta maneira rapidamente passou de secretario para presidente da Sociedade de Fisioterapia da Nova Zelândia.

Seu interesse pelos estudos o levava a participar de todos os cursos “possíveis” , que fossem capazes de ampliar seu conhecimento e raciocínio clínico. E foi assim que conheceu Jennifer Hickling, que ensinava as técnicas de Cyriax e manipulações vertebrais na Nova Zelândia. Isto despertou sua fascinação pelas técnicas manuais .

Nesta mesma época S. Paris e McKenzie, também interessados em terapia manual, saíram da Nova Zelandia para estudar com Kaltenborn e quando retornaram começaram a ensinar o Conceito Kaltenborn

Brian foi um dos primeiros a inscritos no curso.

Eram tempos excitantes, cheios de novidades para jovens ambiciosos, mas permeados por frustrações, pois muito necessitava ser apresentado teoricamente e na prática destas técnicas.

Na época tratamentos fisioterapêuticos consistiam de massagens, exercícios e modalidades terapeuticas (US, UV, IV, OC, Corrente Farádica,galvanica etc ). Interessante notar que no programa de curso de fisioterapia, não haviam disciplinas de terapia manual.


Os primeiros cursos de Terapia Manual

Até então Brian participava como aluno de cursos de terapia manual.

No ano de 1970, designado como representante da Nova Zelândia no Congresso da WCPT, que seria realizado em Helsink, aproveitou a viagem e matriculou se em um curso de terapia manual para as extremidades cujo professor era Fredy Kaltenborn. Quando retornou a NZ e após algum tempo de prática com as novas técnicas , começou a ensinar para grupos pequenos o Conceito Kaltenborn.

Sua destreza nas técnicas de Kaltenborn, e levaram a ser o assistente de Kaltenborn em alguns cursos.

Nesta época começava uma grande procura por cursos de terapia manual pois eram uma novidade e um diferencial terapeutico.Em 1972 foi autorizado a ensinar o conceito em Perth,Sydney e depois em Melborne, passando quase 15 anos proferindo estes cursos.

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